terça-feira, 12 de novembro de 2013


LÍDERES DA ÚLTIMA HORA: USADOS E APROVADOS
“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade
.” Mateus 7:21-23

Vivemos no tempo do fim, a última hora se aproxima, as trombetas dos céus estão sendo preparadas para a convocação dos anjos, que farão o arrebatamento da igreja, e assim a terra passará pelo período que a Bíblia chama de ‘a grande tribulação’.
O tempo do fim é um período difícil, onde sobrepuja o pecado e a proliferação do mal na terra, onde o bom parecerá mal, e o mau chamará de bom.
Tempo onde os valores éticos serão desprestigiados, a moral cristã será banalizada, e os justos serão ridicularizados, serão tidos como seres retrógados e ultrapassados nos valores pós-modernos.
Muitos líderes reputados como cristãos se levantarão e pregarão coisas contrárias as doutrinas da Bíblia, profetizarão, farão milagres, expelirão demônios, ao ponto de convencerem muitos e arrebanharem multidões ao seu redor.
O espírito de engano cegará milhões ao ponto de não saberem distinguir o falso do verdadeiro, o profeta enganador e do verdadeiro mensageiro de Deus.
Como saber, no meio de milhares de líderes que tem se levantado nesses dias, dizendo-se homens de Deus, se são profetas verdadeiros ou falsos? Como saber se esses homens que muitas vezes conhecemos são aprovados por Deus ou reprovados?
Como saber se minha vida cristã, o que eu sou e o que eu prego são de fato aprovado de Deus, ou se não já estou reprovado por algo que fiz ou que deixei de fazer?
O apóstolo Paulo tinha essa preocupação quando disse: “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.” I Cor  9:27
Em outra parte ele fala da convicção que tinha de que suas obras estavam sendo aprovada por Deus. “Pois a nossa exortação não procede de engano, nem de impureza, nem se baseia em dolo; pelo contrário, visto que fomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar ele o evangelho, assim falamos, não para que agrademos a homens, e sim a Deus, que prova o nosso coração.” I Ts 2:3,4
O objeto maior que produz esse engano em muitos, está justamente naquilo que se vê saltando aos olhos, que produziu o mesmo pecado de Eva que foi fisgada pelos olhos.
A Bíblia fala que os falsos líderes farão coisas extraordinárias aos olhos humanos. Profetizarão em nome do Senhor, farão milagres e expelirão demônios. Esses sinais serão para muitos suficientes como certificados que seus operadores são de fato, enviados de Deus.
“Todos os três pontos demonstram que haverá imitação dos poderes de Cristo e de seus verdadeiros discípulos. Mas todos eles juntos não provam a presença e a aprovação de Deus. Tudo pode ser mera imitação.” Champlin
Em suma, as obras externas têm servido como testemunho autêntico de que ali está um profeta de Deus.
“ A grande lição é que o poder e o sucesso que o mundo vê não serve de critério legítimo sobre o conhecimento que alguém tem de Cristo, e nem mesmo a relação que mantém com Ele. Pesquisas feitas sobre essa questão mostram que tais poderes sempre foram comuns a todas as civilizações, mesmo as separadas da fé cristã.  Portanto, cabe uma palavra de cautela, dirigidas a todos: a própria existência dos fenômenos de natureza verdadeiramente sobrenatural, não é prova de cristianismo autêntico, pois esses fenômenos tem várias fontes, ou seja, a própria personalidade humana em sua porção espiritual, o poder dos demônios e o poder do Espírito de Deus”. R. Champlim
Quando olhamos o contexto de Mateus 7:21-23 no ensino de Jesus aos seus discípulos vamos identificar vários indicativos de como distinguir o falso ou verdadeiro profeta de Deus.
O primeiro ensino que Jesus nos passa é que não devemos entrar pela porta larga, mas a estreita, referindo-se as nossas escolhas em seguir-mos sempre na Sua vontade e não nas entradas que o mundo com seus pecados oferecem, e as facilitações de um evangelho sem sacrifícios, sem renúncias. Vs 13,14
O segundo ensino é do discernimento que devemos exercer, é olharmos os frutos interiores, frutos de caráter daqueles que se apresentam como profetas de Deus. “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?” Mateus 7:15,16
O que somos é mais importante do que o que fazemos. Porque o que somos é que revela o nosso caráter e as nossas motivações.
As obras têm muitas motivações que só Deus sabe. “Alguns, efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade; estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho; aqueles, contudo, pregam a Cristo, por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias.” Fil 1:15-17; Atos 20:28-35
Ser é mais importante que  fazer. “Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e sim aquele a quem o Senhor louva.” II Cor 10:18
“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” II Tm 2:15
Há uma grande aceitação por parte de muitos líderes no relativismo teológico onde tudo é permitido e aceitável, desde que se mostre frutos externos, frutos que enchem os olhos e também os bolsos.
Há uma palavra de julgamento aos que assim procedem levando multidões ao engano e tentando passar-se por discípulos de Cristo.
“ Naquele dia” Mt 11:24 No dia do juízo, esses falsos obreiros prestarão contas daquilo que Deus não mandou falar ou fazer.  “Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.” MT 7:23
“Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim,” João 10:14
Como conhecer os verdadeiros discípulos de Cristo, ou melhor, como saber se no dia do juízo serei tido como aprovado por Deus através de minhas obras?
A resposta a essas perguntas está no próprio texto de Mateus 7:21: Fazendo a vontade de Deus ” mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.”
Experimentando (praticando) a vontade de Deus. “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Rm 12:1,2;
A vontade de Deus para ser cumprida nos leva ao comprometimento do ser integral: espírito, alma e corpo. “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.”I Ts 5:23
Procurar compreender qual a vontade de Deus. “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados;…. Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor. Ef 5:1,17
Compreender a vontade de Deus é promover através de seu comportamento a prática dos valores que são aceitáveis e aprovados por ele. Ou como o próprio apóstolo Paulo nos incita a fazermos.  “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados.”
Em Efésios cinco Paulo nos dar várias práticas que são para serem exercidas pelos que buscam fazer a vontade Deus.
O que se deve fazer:  “Andar em Amor…” Vs 2 “ Andar como Filhos da Luz…” Vs 8 (bondade, justiça e verdade) Vs 9 “Andar como sábios…” Vs 15 “ Reprovar as obras das trevas”. Vs 11 “ Aproveitar bem o tempo..” Vs 16 “ Encher-se do Espírito Santo”. Vs 18 “ Falar uns ao outros com salmos, cantar cânticos espirituais de todo coração” Vs 19  “ Dando sempre graças ao Senhor, por tudo em nome de Jesus Cristo” Vs 20
O que não se deve praticar: “Impudicícia, impureza, cobiça..” Vs 3 “ Conversação torpe, palavras vãs ou chacarrice…” Vs 4 “Incontinente e avarento” Vs 5 “ Não se associar com os maus elementos..” Vs 11 “Não se embriagar com o vinho” Vs 18
Nas relações fraternais: “Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.” Vs 21
Nas relações familiares: Esposa deve obedecer ao marido. E o marido amar a esposa como Cristo amou a sua igreja. Vs 22,23 Os filhos devem obedecer e  honrar seus pais. E os pais não deve provocar seus filhos  a ira. Ef 6 :1-4
Relações trabalhísticas. Empregados devem trabalhar com zelo e dedicação obedecendo aos seus empregadores. Os empregadores devem tratar bem seus empregados não tratando com ameaças. Ef 6: 5-9
Como percebemos, fazer a vontade de Deus implica no conjunto de comportamento e ações do nosso ser integral, tanto naquilo que julgamos ser na nossa vida espiritual, como também em nossas relações sociais e fraternais.“Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado, para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus.” I Pedro 4:1,2
“Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.” Fil 2:13;
Devemos sempre buscar através da oração o pleno conhecimento de sua vontade. “Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual;” Cl 1:9;
 “Saúda-vos Epafras, que é dentre vós, servo de Cristo Jesus, o qual se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus.” Colossenses 4:12
O que faz a vontade de Deus permanece eternamente. ” Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.” I João 2:17
E também é reconhecido como aprovado por Ele. “Aquele que deste modo serve a Cristo é agradável a Deus e aprovado pelos homens.” Rm 14:18;  “Saudai Apeles, aprovado em Cristo. Saudai os da casa de Aristóbulo.” Rm 16:10
A nossa preocupação como líder no trabalho cristão, não é somente discernirmos os enganadores que se apresentam transvertidos de cordeiros, mas por dentro são lobos vorazes, mas também vigiarmos  sempre nosso comportamento a fim de não sermos reprovados por Deus no dia do juízo.
Que o amado Deus, levante líderes nesse tempo do fim, comprometido com sua obra, com o coração abrasado pelo Espírito Santo, sempre buscando fazer a vontade daquele a quem devemos dar honra, glória e louvor eternamente.
Deus precisa de líderes assim. Você é esse líder? Deus pode contar com você?
Pr Francisco Nascimento


domingo, 3 de novembro de 2013



“Porque Eu, O Senhor teu Deus
 te tomo pela tua mão direita e te digo:
“Não temas que Eu te ajudo.”        Isaías 41:13


JESUS: Uma Ponte Sobre Águas Turbulentas 

Quando você estiver exausta
Sentindo-se insignificante
Quando as lágrimas estiverem em seus olhos
Jesus enxugará todas elas

O Senhor estará  ao teu lado
Oh, quando os tempos ficarem difíceis
E os amigos não mais puderem ser encontrados
Como uma ponte sobre águas turbulentas
Ele se deitarás
Como uma ponte sobre águas turbulentas
Ele, o Senhor se estenderás em teu favor

Quando você estiver chateada
Quando você estiver na rua
Quando a noite descer pesadamente
Ele te confortarás

O Senhor te ajudarás
Oh, quando a escuridão vier
E a dor estiver por perto
Como uma ponte sobre águas turbulentas
Ele acalmarás tua mente
Como uma ponte sobre águas turbulentas
O Senhor acalmarás teu coração

Continue a viver em brilho
Continue vivendo
Sua hora chegou para brilhar
Todos os seus sonhos estão a caminho

Veja como eles brilham
E se você precisar de um amigo
Ele estarás logo atrás
Como uma ponte sobre águas turbulentas
Ele acalmarás  sua mente
Como uma ponte sobre águas turbulentas
O Senhor te ampararás

Jesus ,o Amparo certo em todos os momentos incertos.
·          

·         Adaptação da letra “Ponte sobre águas turbulentas”-  por Angelina

sábado, 3 de agosto de 2013


O pássaro e a oração

Você já viu um passarinho dormindo num galho ou num fio, sem cair?
Como é que ele consegue isso?
Se a gente tentasse dormir assim iríamos cair e quebrar o pescoço.
O segredo está nos tendões das pernas do passarinho.
Eles são construídos de forma que, quando o joelho está dobrado, o pezinho segura firmemente qualquer coisa.
Os pés não irão soltar aquela coisa até que ele desdobra o joelho para voar.
O joelho dobrado é o que dá ao passarinho a força de segurar qualquer coisa.
É uma maravilha, não é?
Que desenho incrível que o Criador fez para segurar o passarinho.
Mas, não é tão diferente de nós. Quando nosso “galho” na vida fica precário, quando tudo é ameaçado de cair, a maior segurança, a maior estabilidade nos vem de um joelho dobrado – dobrado em oração.

Se você algumas vezes, se vê num emaranhado de problemas que o fazem perder a fé, desanimar de caminhar; não caminhe mais sozinho, Jesus quer fortalecê-lo e caminhar consigo por toda sua vida! 
É Ele quem renova suas forças e sua fé, e se cuida de um passarinho, imagina o que não fará por você Seu filho amado, basta você CRER! 

"Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedires o que quiseres e vos será feito" João 15:7
"Lançai sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós".   1 Pe 5:7
                                          Salmo 34:15-18


domingo, 21 de julho de 2013

“Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás” (Sl 50.15).
Muitos conhecem essa passagem popular do Salmo 50, mas seu contexto na Bíblia merece ser levado em consideração. O tema central do Salmo 50 é a adoração verdadeira a Deus, o legítimo louvor ao Senhor, o louvor que Lhe é agradável.

A verdadeira adoração na Criação

Adoração verdadeira começa com a Criação: “Fala o Poderoso, o Senhor Deus, e chama a terra desde o Levante até o Poente” (v.1). A real finalidade da Criação é louvar a Deus. É o que nos diz o Salmo 19.1: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos”.

A verdadeira adoração revela a grandeza e a glória de Deus

“Desde Sião, excelência de formosura, resplandece Deus. Vem o nosso Deus e não guarda silêncio; perante ele arde um fogo devorador, ao seu redor esbraveja grande tormenta” (vv.2-3).
“Conheço todas as aves dos montes, e são meus todos os animais que pululam no campo” (Salmo 50.11).
A verdadeira adoração sempre inclui e exprime a grandeza e a glória de Deus. Isso pode ser observado nas ocasiões em que Deus revelou-se aos homens de forma direta, em uma teofania. Quando o Senhor encontrou-se com Moisés, lemos: “Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus” (Êx 3.6). Isaías clama: “Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!” (Is 6.5). Elias“envolveu o rosto no seu manto” (1 Rs 19.13). Paulo caiu por terra e “tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que eu faça?” (At 9.6, Almeida Revista e Corrigida). Vemos, portanto, que a adoração verdadeira sempre tem a Deus como objeto, o que condiciona Seus adoradores a um legítimo temor diante da Sua santidade e a um estilo de vida santificado.

A adoração falsa

É justamente a falta de uma vida adequada do Seu povo que leva o Senhor a lamentar profundamente e a anunciar o juízo, como lemos no Salmo 50: “Intima os céus lá em cima e a terra, para julgar o seu povo. ‘Congregai os meus santos, os que comigo fizeram aliança por meio de sacrifícios’. Os céus anunciam a sua justiça, porque é o próprio Deus que julga” (vv.4-6).
Deus toma os céus e a terra por testemunhas e lembra ao Seu povo a aliança que firmou com ele, mas vê-se obrigado a acusar Israel, falando em julgamento. É uma acusação contra os rituais exteriores e vazios, ao culto sem conteúdo. Fazendo a aplicação aos nossos dias, Deus lamenta um cristianismo sem Cristo!
“Escuta, povo meu, e eu falarei; ó Israel, e eu testemunharei contra ti. Eu sou Deus, o teu Deus. Não te repreendo pelos teus sacrifícios, nem pelos teus holocaustos continuamente perante mim. De tua casa não aceitarei novilhos, nem bodes, dos teus apriscos. Pois são meus todos os animais do bosque e as alimárias aos milhares sobre as montanhas. Conheço todas as aves dos montes, e são meus todos os animais que pululam no campo. Se eu tivesse fome, não to diria, pois o mundo é meu e quanto nele se contém. Acaso, como eu carne de touros? Ou bebo sangue de cabritos?” (vv.7-13).
Deus volta-se contra a forma de culto apenas exterior, contra uma adoração sem conteúdo bíblico. Hoje, em muitas igrejas a adoração transformou-se em show, em ativismo piedoso sem ligação com o próprio Senhor. Em Israel, na época em que foi escrito o Salmo 50, acontecia o mesmo, e essa realidade está retratada por Isaías em seu lamento: “O Senhor disse: Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu” (Is 29.13).

Adoração verdadeira é uma questão do coração

Em meio a esse formalismo no culto ao Senhor, Ele conclama Seu povo: “Oferece a Deus sacrifícios de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altíssimo” (v.14).Comprometa-se com Deus! Aí, sim, a maravilhosa e conhecida promessa do Salmo 50 repousará sobre os que adoram a Deus: “Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás”.

Uma falsa concepção de Deus

Hoje, em muitas igrejas a adoração transformou-se em show, em ativismo piedoso sem ligação com o próprio Senhor.
Deus repreende a trágica rebelião de Seu povo: “Mas ao ímpio diz Deus: De que te serve repetires os meus preceitos e teres nos lábios a minha aliança, uma vez que aborreces a disciplina e rejeitas as minhas palavras? Se vês um ladrão, tu te comprazes nele e aos adúlteros te associas. Soltas a boca para o mal, e a tua língua trama enganos. Sentas-te para falar contra teu irmão e difamas o filho de tua mãe” (vv.16-20).
Rebaixamos Deus ao mesmo nível em que nos encontramos. Muitos cristãos, quando exortados por seu comportamento errado, têm pronta a resposta: “Eu acho que estou certo, não vejo problemas com isso”. Mas, ao mesmo tempo em que se defendem, admiram-se que Deus não os ouve, agindo igual a Israel no passado. Deus, porém, não pode ouvi-los! Deixaram de considerar que Deus condicionou Suas promessas a certos requisitos.
“Tens feito estas coisas, e eu me calei; pensavas que eu era teu igual; mas eu te argüirei e porei tudo à tua vista” (v.21). Chamamo-nos de cristãos mesmo tendo fabricado um Deus que não corresponde ao Deus da Bíblia, um Deus que espelha nossa própria imaginação e reflete nossos desejos pessoais. Portanto, não devemos nos admirar quando Deus se cala! A causa não está nEle; está em nós. “Considerai, pois, nisto, vós que vos esqueceis de Deus, para que não vos despedace, sem haver quem vos livre” (v.22). Apesar de todo o ativismo religioso, Israel esqueceu-se de Deus. Talvez nós também O esquecemos muitas vezes. Por isso, Ele se cala. Assim, não podemos ouvir Sua voz.

A verdadeira adoração está alinhada com a Palavra de Deus

O Salmo 50 também nos apresenta a solução do problema do silêncio divino. Esta se encontra em nos conscientizarmos do que é a verdadeira adoração a Deus, que é um retorno àquilo que está descrito no versículo 23: “O que me oferece sacrifício de ações de graças, esse me glorificará; e ao que prepara o seu caminho, dar-lhe-ei que veja a salvação de Deus”.
As ações de graças que agradam a Deus começam quando direcionamos nossos caminhos a partir da verdade revelada por Ele em Sua Palavra, quando passamos a viver conforme a Bíblia.
As ações de graças que agradam a Deus começam quando direcionamos nossos caminhos a partir da verdade revelada por Ele em Sua Palavra, quando passamos a viver conforme a Bíblia. Adoração verdadeira diz: “Pai, não a minha, mas a Tua vontade seja feita. Eu Te agradeço, independentemente dos caminhos pelos quais Tu me conduzes. Muito obrigado por Teus pensamentos serem pensamentos de paz a meu respeito, mesmo que eu não conheça o caminho por onde me levas. Agradeço por me guiares e por teres garantido me levar ao alvo”.

Três princípios da verdadeira adoração

Mateus 8.1-8 exemplifica uma oração que agrada ao Senhor. Esses versículos relatam dois milagres da graça de Deus: “Ora, descendo ele do monte, grandes multidões o seguiram. E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-o, dizendo: Senhor, se quiseres, podes purificar-me. E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E imediatamente ele ficou limpo da sua lepra” (vv.1-3).
“Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, apresentou-se-lhe um centurião, implorando: Senhor, o meu criado jaz em casa, de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente. Jesus lhe disse: Eu irei curá-lo. Mas o centurião respondeu: Senhor, não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado” (vv.5-8).
Aqui encontramos três princípios da oração legítima. A fé declara: “Senhor, Tu podes!” O temor a Deus complementa: “Se Tu quiseres”. E a humildade acrescenta: “Não sou digno!”

A verdadeira adoração diz “sim” aos caminhos de Deus

Deus quer que oremos. E Ele quer atender nossas orações. Mas isso requer obediência à Sua Palavra e um estilo de vida santificado.
Quando buscamos o Senhor, não devemos esquecer que, independente da forma com que o Senhor nos responde, o Nome do Senhor deve ser exaltado acima e antes de tudo. Sabemos muito bem que o Senhor faz milagres ainda hoje. Mas Deus nem sempre responde nossas orações da forma que gostaríamos. Essa situação é descrita em Atos 12. Tanto Tiago (vv.1-2) como Pedro (vv.3ss.) estavam na prisão. Os irmãos haviam orado intensamente pelos dois. Ambos sabiam estar sob a proteção e o abrigo do Senhor. Para um deles, Tiago, Deus disse: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mt 25.21). Tiago foi decapitado. Ao outro, Pedro, foi dada a incumbência: “Vá para a vinha, pois a colheita está madura!” E Pedro saiu milagrosamente da prisão para ir trabalhar na seara do Mestre. As duas possibilidades são caminhos de Deus! Será que concordamos sempre quando Deus nos dirige, seja da forma que for?

Deus ouve a adoração verdadeira

Deus quer que oremos. E Ele quer atender nossas orações. Mas isso requer obediência à Sua Palavra e um estilo de vida santificado. Sabendo que Ele escuta e responde, podemos deixar a decisão da resposta com Ele, na certeza de que está sempre certo, independentemente da solução que nos proporcionar. A esse respeito, Deus diz: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais” (Jr 29.11). http://www.chamada.com.br)